Saturday, February 10, 2007

Convite de Natal

Enquanto a glória do natal se expande Aqui, ali, além Toda a Terra se veste de esperança Para a festa do bem ! Natal ! ... Refaz-se a vida, alguém ressurge Nos clarões com que o céu te anuncia .... É Jesus pedir-te que repartas do teu pão de Alegria. Para louvar-lhe os dons da presença Divina, Não digas, alma irmã, que nada tens; A riqueza do amor, no coração fraterno, É o maior de teus bens... Quando o dia se esvai e a noite desce Ao comando da sombra que a domina, Para varrer a escuridão da estrada Basta a luz de uma vela pequenina. O deserto se esfalfa em longa sede, Na solidão em que se configura ... Se chega simples fonte, Ei-lo mudado em flórida espessura! .... Ninguém sabe tão bem, senão aquele Que a penúria desgasta ou desconforta, O valor de uma veste contra o frio, O Tesouro de um prato dado à porta. A migalha de força é a base do universo, Desde a furna terrestre à estrela mais remota !... Todo livro se escreve, letra a letra, Compõe-se a melodia, nota a nota Alma irmã, no serviço da bondade Jamais te afirmes desfavorecida Pobres sementes formam ricas messes ! Assim também na vida . . . O cobertor, o pão, a prece, o abraço, Uma frase de paz e compreensão Podem criar prodígios de trabalho De reconforto e de ressurreição Natal ! ... dá de ti mesmo o quanto possuas, No amparo à retaguarda padecente; Toda bênção de auxílio é socorro celeste, Que Deus amplia indefinidamente. Natal ! recorda o Mestre da Bondade ! Ele, o cristo e Senhor Acendeu sobre a Terra o sol do Novo Reino Com migalhas de amor! Maria Dolores (Do livro "Antologia Mediúnica do Natal", psicografado por Francisco Cândido Xavier, pág 136, 1ª ed.- FEB)

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